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Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC): causas, sintomas e tratamentos

Quem convive com o Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) incorpora uma série de rituais para satisfazer a ansiedade constante. Entretanto, esse comportamento nem sempre é expresso por atividades realizadas.

Assim, muitos desses atos, apenas seguem uma linha lógica de pensamento recorrente. 

Por conta disso, a pessoa vive apreensiva, pois acredita que se certa ação não for feita ela estará em perigo. Isso, é claro, prejudica bastante as relações afetivas, de trabalho e familiares. 

Assim, se você tem dúvidas sobre essa condição, leia o artigo abaixo.

Quais são os sintomas do Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)?

Um dos principais sinais do TOC são pensamentos negativos que fogem ao controle da pessoa. É por isso que ela tenta compensar isso por meio da compulsão, ou seja, por hábitos repetitivos. Dentre eles destacam-se:

  • limpeza excessiva;
  • busca pela simetria entre objetos;
  • perfeição extrema;
  • confirmação persistente em um período breve (portas trancadas por exemplo);
  • rejeição ao sexo (assim como outros temas proibidos).

Expressão corporal

Em outros casos a pessoa pode apresentar tiques motores. Como é caso de piscadelas ou outros movimentos corporais característicos. Assim como tendem a “limpar a garganta” toda hora ou produzir grunhidos quando não cheiram tudo. 

Convivência comprometida

Esses hábitos podem ser descontínuos ou se tornarem permanentes. Entretanto, quando o paciente toma consciência sobre o quanto essas manias são desagradáveis para o grupo, procura controlá-las. 

O que acontece, porém, é que na maioria das vezes, o bloqueio do hábito intensifica o stress. Assim, muitas optam pela reclusão, sendo um alvo fácil da depressão.

Causas do TOC

Não existe um consenso sobre o que causa o transtorno. Parte dos especialistas acredita que possa ter influência genética.

Outra corrente,no entanto, propõe que a condição se deve à deficiência de serotonina em áreas específicas do cérebro.

Ainda assim, observa-se que na maioria dos casos, esses pacientes, somatizam outros sintomas prejudiciais à saúde mental. Como histórico de ansiedade, sobretudo, isso quando não sofreram algo traumático com efeito no quadro.

Incidência

Sabe-se que esse distúrbio afeta mais mulheres do que homens. Além disso, existe maior predominância genética. Isto é, se há algum familiar diagnosticado, a chance de desenvolver o distúrbio é mais alta. 

Outra corrente, no entanto, propõe que a desordem pode ser desencadeada devido a algum trauma. No caso de abusos sexuais na infância, por exemplo, a pessoa pode associar o ato a algo sujo e depravado, rejeitando completamente. 

Sinais na infância

Embora seja uma síndrome mais notada entre adultos, pode ser vista entre crianças e adolescentes também. 

Sendo mais comum entre meninos na infância, esse padrão não é verificado na puberdade.

Os primeiros sinais podem ser observados quando o pequeno apresenta medo extremo de se ferir ou se contaminar. A criança também perde muito tempo com a contagem e organização de objetos. Ela também pode evitar contato com outras crianças.  

Complicações do quadro

Além da correlação com a depressão e o transtorno de ansiedade, é possível que o paciente desenvolva pensamentos suicidas. Partindo para o ato, de fato, para se livrar de vez da condição. Isso ocorre quando se encontram em grau avançado da doença.

Tratamento do Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)

É recomendável a psicoterapia combinada ao tratamento psiquiátrico. Em muitos casos, são administrados remédios para regular a oscilação da Serotonina, que leva à ansiedade.  

O apoio de grupos focados no transtorno obsessivo compulsivo (TOC) também é recomendado, uma vez que mesmo que a pessoa volte a ter crises aprenderá a prevenir ou controlar os atos impulsivos.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto.

Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em Porto Alegre!

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