Transtorno dismórfico corporal

Transtorno dismórfico corporal: sintomas, diagnóstico e tratamento

Para algumas pessoas, o ato de se olhar no espelho pode ser uma tarefa difícil, pois, além da insatisfação com o seu corpo, preocupam-se excessivamente com a aparência. Em alguns casos, essa rejeição exacerbada pode estar relacionada ao transtorno dismórfico corporal.

Quer saber mais sobre essa desordem mental? Então, continue a leitura do texto. Neste post, você vai conhecer as causas, os sintomas e as alternativas de tratamento para essa condição.

O que é o transtorno dismórfico corporal?

Trata-se de um transtorno mental que se caracteriza pela preocupação excessiva com a sua aparência. Dessa forma, o indivíduo enxerga um defeito imaginário no seu próprio corpo, o que faz com que acredite que todos ao seu redor também estejam percebendo o problema.

Ainda, o transtorno dismórfico corporal é mais comum em jovens entre 15 e 30 anos. Os adolescentes costumam ser os mais afetados, principalmente em função da exposição aos padrões de beleza impostos pela mídia e pela sociedade.

Ademais, em consequência dessa visão negativa sobre si mesmo, o paciente tem a sua rotina e qualidade de vida fortemente impactada. Por causa da vergonha da sua aparência, deixam de participar de atividades sociais, estudar ou até trabalhar.

Como é causado?

Ainda não há uma comprovação científica para os fatores que causam o transtorno dismórfico corporal. No entanto, já se sabe que existe uma forte influência genética para o desenvolvimento do quadro.

Outrossim, aspectos psicológicos, sociais e culturais também contribuem para o desencadeamento da doença. Outra possibilidade é o desequilíbrio de algum neurotransmissor do corpo.

Por fim, existem indícios de que pessoas com transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), ansiedade, depressão ou que tenham passado por alguma experiência traumática estejam mais suscetíveis a desenvolver o transtorno dismórfico.

Quais os sintomas do transtorno dismórfico corporal?

O sintoma mais evidente da dismorfia corporal, como também é chamado o transtorno, é a dificuldade de aceitação do próprio corpo. Por isso, desenvolve outros sinais que ajudam a diagnosticar o quadro. São eles:

  • crença de que o defeito imaginário o torna feio e deformado no olhar de outros;
  • está constantemente buscando alternativas cirúrgicas ou não para corrigir essa falha;
  • crença de que as pessoas estão sempre tecendo comentários sobre sua aparência;
  • procura esconder o defeito com maquiagem ou roupas;
  • está sempre comparando sua aparência com a de terceiros;
  • se sente seguro ao se vestir ou maquiar-se como outra pessoa;
  • evita relações sociais. 

Como é feito o diagnóstico?

Na maioria dos casos, o transtorno dismórfico permanece sem diagnóstico por anos, pois, o paciente tem dificuldade em revelar o que sente ou porque acredita que não existe uma patologia na forma como se enxerga. Dessa forma, o diagnóstico é feito a partir da percepção do médico em relação à presença ou não dos seguintes comportamentos:

  • excesso de preocupação com um ou mais defeitos em sua aparência que, para outras pessoas, são insignificantes;
  • repetição de ações ou atividades que visam melhorar sua aparência;
  • angústia profunda ou incapacidade funcional provocada pela preocupação excessiva com o que outros pensam sobre ele.

Como é o tratamento?

O tratamento deste transtorno pode ser medicamentos e terapêutico. No primeiro caso, o médico prescreve antidepressivos para controlar os sintomas do paciente. Então, no tratamento terapêutico, a psicoterapia é a alternativa mais eficaz.

Sendo assim, através da terapia cognitivo comportamental, o profissional ajuda o paciente a desenvolver crenças mais reais e úteis sobre sua aparência física, além de ensiná-lo a não praticar os comportamentos que são repetidos excessivamente.

Enfim, o transtorno dismórfico corporal é uma condição que traz muitas dificuldades para o paciente. Por isso, é preciso estar atento aos sintomas e, com a ajuda dos familiares, buscar assistência médica especializada.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em Porto Alegre!

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