Transtorno de escoriação

Transtorno de escoriação: o que é, como identificar e tratar?

Você já ouviu falar sobre o transtorno de escoriação? Essa condição psiquiátrica tem como principal característica o comportamento repetitivo e compulsivo de beliscar a pele. Aliás, esse fator também torna o quadro um problema dermatológico, mesmo tendo origem emocional.

Quer saber mais sobre esse distúrbio? Então, continue a leitura e fique por dentro desse tema!

Como identificar o problema

Esse transtorno é mais frequente entre as mulheres que entre os homens. Os sintomas surgem e se desenvolvem, na maioria dos casos, durante a adolescência. Entretanto, também podem aparecer na idade adulta.

Assim sendo, esse distúrbio apresenta os seguintes sinais e sintomas, muito importantes para a sua identificação:

  • feridas abertas frequentemente devido às “picadas”;
  • lesões recorrentes;
  • apesar de tentar lidar com o comportamento, a pessoa acaba cutucando a pele;
  • o hábito não é decorrente de outro transtorno mental;
  • o comportamento não tem relação com outra condição física ou uso de drogas;
  • a situação provoca sofrimento ou prejuízos significativos;
  • o indivíduo já tentou parar várias vezes.

As pessoas que sofrem com esse problema podem escolher vários lugares do corpo para picar ou cutucar. Sendo que o foco pode ser tanto áreas danificadas da pele, por exemplo, com espinhas, quanto aquelas saudáveis.

Além disso, é interessante observar que os sinais e sintomas podem variar entre uma pessoa e outra. Contudo, a área escoriada fica dolorida ou com sangue. Como podem apresentar marcas e cicatrizes, a pessoa pode ficar ainda mais frustrada, pois se vê na necessidade de evitar lugares públicos, como academias e piscina, com o receio de constrangimento.

Causas

Ainda não há uma resposta simples para as causas do transtorno de escoriação. Alguns estudos indicam que a condição ocorre em membros da mesma família, por isso, pode haver um componente genético.

Entretanto, mesmo que a pessoa tenha a tendência de ter a doença, especialistas acreditam que outros fatores desencadeantes podem ter um papel importante. Por exemplo, uma pessoa incomodada com uma espinha que tenta resolver o problema e dá início ao comportamento.

Tratamento para o transtorno de escoriação

O tratamento para essa condição é multidisciplinar na maioria dos registros. Dessa forma, pode envolver o psicólogo e o psiquiatra. Além disso, medicamentos também podem ser recomendados como, por exemplo, antipsicoticos e antidepressivos.

Certamente, para definir a melhor abordagem, o médico psiquiatra observa uma série de fatores, afinal, cada paciente apresenta suas próprias particularidades e necessidades.

Outras recomendações

Algumas orientações e cuidados para lidar com o transtorno de escoriação em casa e no dia a dia, enquanto realiza o tratamento médico incluem:

  • praticar meditação, ioga ou exercícios de respiração profunda para ajudar na redução do estresse ou ansiedade;
  • fazer atividades físicas regulares;
  • cuidar da pele com pomadas de uso tópico;
  • se possível, evitar espelhos, especialmente se despertam a vontade de cutucar a pele;
  • manter a rotina de cuidados indicados pelo psiquiatra e outros profissionais;
  • esconder tesouras, cortador de unhas, pinças e qualquer item que possa ser usado para picar ou arranhar a pele.

Portanto, se você tem ou conhece alguém com transtorno de escoriação, o primeiro passo para superar o problema é procurar um profissional especializado. Afinal, quanto antes começar o tratamento, melhor será em termos de qualidade de vida.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em Porto Alegre!

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