insônia

Insônia: causas, sintomas e tratamentos

Falta de concentração, sono excessivo durante o dia e sensação de fraqueza. Certamente, você já vivenciou os efeitos de uma noite mal-dormida, certo? Imagine, então, conviver com a insônia, que é a dificuldade permanente de adormecer.  

Alem disso, o distúrbio pode causar o despertar à noite, sem conseguir dormir novamente. Nesse caso, a qualidade e a quantidade do sono não são suficientes para o descanso. 

Com o tempo, esses indivíduos tendem a se tornar irritadiços. Sem tratamento sistemático podem, inclusive, ter o trabalho e estudos comprometidos. 

De fato, a insônia é um transtorno bem grave. Por isso, se você tem tido problemas para dormir, leia este artigo e confira algumas dicas para reverter esse quadro.

O que causa a insônia?

Muitos especialistas acreditam que a doença tenha origem genética. Mas, é claro que alguns hábitos influenciam nessa condição. Por exemplo: profissionais da saúde que trabalham toda noite podem enfrentar dificuldade ao descansar, já que invertem o ciclo natural do sono.

Além disso, pessoas ansiosas, com tendência a somatizar, também podem sofrer com o distúrbio. Fora isso, outros fatores contribuem com o agravamento da insônia, como:

  • consumo de bebidas ricas em cafeína (café, chá preto, refrigerantes e energéticos);
  • prática de exercícios com alta intensidade logo antes de dormir;
  • enfrentamento de quadros depressivos;
  • desconhecimento da apneia do sono;
  • não desligar-se de aparelhos eletrônicos antes do repouso. Assim, mesmo de madrugada não largam o celular, televisor ou o próprio computador.

Mito da produtividade

Para piorar, ainda há teorias duvidosas, sem respaldo científico, com a ideia de que dormir é perda de tempo. Nelas, o certo seria despertar-se sempre às cinco da manhã para ser mais produtivo. 

Embora algumas pessoas apresentem rendimento com poucas horas de descanso, isso não é uma regra. Por isso, antes de seguir esses conselhos, procure um médico para confirmar se esse é o seu caso. 

Caso contrário, ao invés de produtivo você ficará cada vez mais exausto. Tome cuidado!

Tipos de insônia

É interessante se observar em qual fase do sono ocorre a perturbação. Há casos, por exemplo, em que a pessoa custa a pegar no sono. Assim, não consegue se sentir, de fato, restaurada.

Em outras situações, ocorre dela despertar várias vezes à noite. É como se permanecesse sempre em vigília. Sem conseguir manter o sono, muitos pacientes podem passar noites em claro.

Relação com outros distúrbios

Não é natural sentir cansaço no dia seguinte a uma noite de sono. Essa situação pode “mascarar” outros problemas, tais como:

  • sonambulismo: distúrbio que ocorre no estágio mais profundo. Com isso, a pessoa pode falar e andar de forma inconsciente;
  • bruxismo: ranger de dentes involuntário durante o sono;
  • apneia: quando, por breves momentos, o indivíduo pára de respirar;
  • movimentos repetitivos espasmódicos: com chutes e socos irrefletidos.

Ademais, pode incluir também a Síndrome das pernas inquietas, verificada quando a pessoa move todo o tempo as pernas para aliviar cãibras antes de dormir. 

Diagnóstico 

Normalmente, o transtorno se nota por conta da exaustão do paciente, o que faz com que a pessoa procure auxílio médico, sendo recomendável exames neurológicos. 

Além disso, pode ser pedida a avaliação completa, feita em uma clínica de sono. Nela, é registrada cada etapa do estágio do repouso. Essa avaliação é importante para descartar desvios na respiração, entre outros distúrbios.

Consequências da insônia

Quem não se trata, pode apresentar narcolepsia, ou seja, sono incontrolável durante o dia, assim como fraqueza e tontura repentina. Essas condições podem ser um perigo para o indivíduo. Ainda mais no trânsito. 

Outra condição que pode derivar da insônia é a apneia do sono. Ela é muito perigosa, já que ocasiona o bloqueio da respiração e pode evoluir para o óbito. 

Sabe-se também que bastam apenas duas noites sem dormir para ter danos cognitivos. Por conta disso, a pessoa pode apresentar dificuldades de memorização e na aprendizagem.

Tratamento da insônia

Neste caso, é indicado um tratamento multidisciplinar que envolve desde o neurologista, até o psicólogo e psiquiatra. A terapia comportamental tem grande êxito, desde que o paciente colabore com a mudança de hábitos.

Na maioria das vezes esse distúrbio pode ser corrigido por meio da administração de soníferos. Esses medicamentos, desde que sejam prescritos pelo psiquiatra e seguidos pelo tempo determinado, não causam dependência.

Também é recomendável a reeducação alimentar e a prática de atividades físicas, já que esses fatores interferem no sono. 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto.

Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em Porto Alegre!

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