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Depressão: sintomas, causas e tratamentos

A depressão é uma doença muito séria e recorrente, que afeta de forma negativa a maneira que o indivíduo pensa, se sente e age. Esse transtorno provoca sentimentos de tristeza e perda de interesse em atividades que, em outras ocasiões, traziam prazer. 

Além disso, pode ocasionar uma série de problemas físicos, emocionais e também diminuir a capacidade de realizar ocupações domésticas e profissionais corriqueiras.

Depressão no Brasil

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), 5,8% da população brasileira sofre de depressão — o que representa o total de 11,5 milhões de pessoas. 

Com isso, o Brasil é o país da América Latina onde há o maior volume da doença e o segundo nas Américas, perdendo somente para os Estados Unidos.

Sintomas

Os sintomas da doença — que variam entre leves, moderados e graves — incluem:

  • Tristeza ou humor deprimido;
  • Perda de interesse em atividades que antes eram prazerosas;
  • Perda de apetite e alterações no peso não relacionadas à dietas;
  • Sono excessivo ou insônia;
  • Aumento da fadiga ou perda de energia;
  • Culpabilidade e baixa autoestima;
  • Dificuldade para se concentrar ou para tomar decisões.

Vale ressaltar que esses sintomas devem perdurar por ao menos duas semanas para caracterizarem um quadro de depressão. 

Ademais, algumas condições médicas — como deficiência de vitaminas ou problemas de tireóide — podem reproduzir sintomas da doença. Por esse motivo, é muito importante descartar causas médicas em geral.

Causas da depressão

Além de causas biológicas, como genética e bioquímica cerebral, existem os chamados gatilhos da depressão. Veja, abaixo, alguns deles:

Eventos vitais

Eventos estressantes podem desencadear episódios depressivos em pessoas predispostas geneticamente a desenvolver a doença.

Solidão

Romper relacionamentos ou estar afastado dos familiares também pode desencadear a doença.

Consumo de drogas e álcool

Abusar das drogas e do álcool, especialmente em momentos complicados, é perigoso é há quem faça uso desses artifícios como válvulas de escapes. 

Apesar de a princípio essas substâncias parecerem “ajudar”, o efeito acaba sendo reverso, podendo iniciar ou agravar um quadro depressivo.

Doenças crônicas

Problemas de saúde crônicos, como câncer ou doenças coronárias, podem causar depressão.

Nesses casos, a doença é desencadeada pela impossibilidade de conviver com os sintomas e a falta de esperança futura. 

Além disso, hipotiroidismo e ferimentos graves na cabeça podem gerar desequilíbrios na química do cérebro, resultando em sintomas depressivos.

Tratamento para depressão

O transtorno depressivo maior está entre os mais tratáveis dos transtornos mentais. Cerca de 80 a 90% das pessoas com esse mal reagem de forma positiva ao tratamento.

A seguir, confira os tipos de tratamento existentes:

Medicação

A química do cérebro pode contribuir para a doença e influenciar seu tratamento. Por esse motivo, os antidepressivos podem ser prescritos para mudar essa situação.

Psicoterapia

A psicoterapia, em quadros leves, é usada como único tratamento. Em quadros moderados a graves, é utilizada em conjunto com medicamentos antidepressivos. 

A TCC (Terapia Cognitivo Comportamental) é uma das interpelações terapêuticas mais eficazes no tratamento da depressão.

Ela auxilia o paciente a reconhecer seus pensamentos deturpados e depois a modificá-los, bem como seus comportamentos.

O tempo de tratamento varia de acordo com a gravidade da doença. No entanto, na maior parte dos casos, melhorias consideráveis podem ser notadas de 10 a 15 sessões. 

Autoajuda e enfrentamento

Com diagnóstico e tratamento adequados, a maioria das pessoas conseguirá superar esse mal.

Se você estiver com sintomas da doença, o primeiro passo é consultar um médico psiquiatra de sua confiança e solicitar uma avaliação.

Este é o primeiro passo de muitos outros que serão dados para que os sintomas da depressão sejam minimizados.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em Porto Alegre!

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