delírio

Qual a diferença entre delírio e alucinação?

Quando o assunto é saúde mental, é bastante comum que alguns termos entrem em conflito, principalmente pelo fato de seus conceitos e definições serem semelhantes. Dentre esses termos, estão o delírio e a alucinação, que costumam ser utilizados como sinônimo pelas pessoas e algumas vezes até por profissionais.

No entanto, apesar dos delírios e as alucinações serem manifestações psicopatológicas, ou seja, serem sintomas de uma mente adoecida, existe uma diferença significativa entre eles.

Portanto, para evitar qualquer tipo de confusão e conclusão equivocada, confira o significado e a diferença de cada um desses termos.

O que são os delírios?

O delírio é definido como uma espécie de realidade alternativa mantida com grande convicção por uma pessoa, mesmo havendo evidências comprovando que ela não é verdadeira.

Normalmente, o delírio está relacionado com fatores, como doença crônica ou grave, abuso de álcool ou drogas, uso de alguns tipos de medicamentos, infecções e cirurgias.

Os episódios de delírios não tem um prazo estabelecido, e podem durar minutos, horas ou até mesmo semanas. Normalmente, quanto mais novo for o paciente, mais rápida é a sua recuperação. Além disso, o delírio pode ser classificado em diversos tipos, os mais comuns são:

Delírio de perseguição

Quem sofre desse tipo de delírio acredita que está sendo perseguido a todo momento, e afirma que há pessoas querendo matá-lo ou lhe fazer algum mal, mesmo que isso não seja verdade.

Delírio de grandeza 

O portador do delírio de grandeza acredita ser superior às outras pessoas, por pensar que é famoso, rico ou até mesmo possuir poderes sobrenaturais.

Delírio de referência

Neste caso, a pessoa se sente o centro das atenções. Ela acredita que comentários, músicas, discursos, gestos e até mesmo eventos ambientais foram feitos especialmente para ela.

O que são as alucinações?

As alucinações são experiências sensoriais bastante reais, criadas na mente da pessoa que está alucinada. Porém, o acontecimento vivenciado é inexistente, ou seja, a pessoa possui a real sensação de estar vendo, ouvindo ou sentindo algo que na verdade não está lá.

No entanto, apesar de parecer real, a alucinação não tem compromisso com a lógica. É comum que ocorra episódios com fatos totalmente impossíveis de acontecer, como ter visões de animais falantes ou monstros.

Além disso, diferentemente dos delírios, as alucinações precisam de alguns dos nossos sentidos para ocorrer (visão, tato, olfato, paladar e audição). E é por meio desses sentidos que são caracterizados os tipos de alucinação. Os principais são:

Alucinação visual

A pessoa vê algo que não está realmente lá ou que simplesmente não existe, como ver um elefante cor de rosa.

Alucinação auditiva 

É caracterizada pela percepção de sons inexistentes, como escutar alguém chamando ou ameaçando. 

Alucinação olfativa 

Essa alucinação envolve sentir odores que não estão no ar. Sentir cheiro de um bolo, mesmo não tendo nenhum no local é um exemplo.

Alucinação tátil

É caracterizada quando a pessoa sente que está sendo tocada, quando na verdade não está, como sentir que alguém está puxando suas pernas durante a noite.

Alucinação gustativa 

Dentre os tipos de alucinações existentes, essa é a menos comum. Nela, a pessoa sente gosto de algo mesmo sem estar comendo.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em Porto Alegre!

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