Compulsão alimentar

Compulsão alimentar: por que não devemos banalizar

A compulsão alimentar é um assunto muito sério e complexo. As pessoas que sofrem com essa condição podem ter graves consequências emocionais e físicas. Entretanto, apesar de sua gravidade, nem sempre é vista com a atenção devida, situação que pode tornar ainda mais difícil a vida de quem precisa de ajuda para enfrentar o problema.

Nos próximos parágrafos, vamos entender o quão sério é esse distúrbio e porque ele deve ser tratado com muita atenção. Acompanhe!

Por que não devemos banalizar?

Muitas vezes, por falta de conhecimento, as pessoas acabam julgando de forma inadequada as consequências da compulsão alimentar. Há até mesmo situações em que toda a culpa é colocada na pessoa, como se ela agisse por sua livre e espontânea vontade, caso em que é desconsiderada todas as questões por trás do problema.

Entre os riscos à saúde causados por esse transtorno podemos destacar:

  • apneia do sono;
  • osteoartrite;
  • pressão alta;
  • problemas no coração (doenças cardíacas);
  • colesterol alto;
  • diabetes.

No aspecto psicológico e mental, as pessoas com compulsão alimentar podem sofrer com baixa autoestima, depressão, ansiedade e uma série de outros problemas que podem prejudicar significativamente a qualidade de vida.

Além de tornar a pessoa vulnerável a diversas doenças e debilitá-la profundamente, esse transtorno, em casos mais graves, pode até ser fatal.

É por isso que ao notar que seus próprios hábitos alimentares estão prejudicando a sua qualidade de vida, o indivíduo deve procurar ajuda profissional o mais rápido possível. Pelo exposto acima, fica claro que quanto mais o tempo passar, mais riscos a pessoa vai correr.

Principais sinais e sintomas da compulsão alimentar

Existem alguns sinais que devem ser avaliados com cuidado e atenção visando a correta identificação da compulsão alimentar.

Do lado comportamental alguns dos sinais mais frequentes são:

  • o indivíduo se sente desconfortável em comer perto de outras pessoas;
  • pode esconder alimentos para comer quando ninguém estiver por perto;
  • esconde os rótulos e embalagens dos alimentos para tentar disfarçar que está comendo mais que o adequado;
  • começa a fazer dietas frequentes;
  • episódio de compulsão secreta, por exemplo, a pessoa come em um período de tempo uma quantidade de comida muito maior que a maioria das pessoas consumiria na mesma situação, geralmente, quando ninguém vê;
  • a pessoa indica não ter controle sobre sua própria capacidade de parar de se alimentar;
  • anormalidades no comportamento alimentar: pular refeições, fazer dietas repetitivas, comer sem horários ao longo do dia, fazer jejuns esporádicos;
  • criar rituais alimentares, como não deixar que os alimentos se toquem no prato, mastigar excessivamente a comida, comer alimentos apenas de um determinado grupo ou comer apenas um tipo de alimento;
  • oscilações recorrentes no peso corporal;
  • sentimento de culpa, depressão e até nojo por estar comendo demais;
  • comer sozinho por ter vergonha da quantidade de comida que está sendo consumida.

Sinais e sintomas físicos

Já entre os sinais e sintomas físicos estão:

  • maior dificuldade para se concentrar;
  • flutuações no peso, tanto ganhando quanto perdendo;
  • problemas gastrointestinais frequentes — cólicas estomacais, refluxo ácido, constipação etc.

Para lidar com a compulsão alimentar, é essencial que o indivíduo tenha plena consciência de sua situação e esteja disposto a trabalhar com os especialistas para a superação do problema. Por isso, é muito importante procurar ajuda de um médico com ampla experiência no tratamento de distúrbios alimentares. Afinal, como vimos no decorrer desse artigo, esse é um problema que afeta quase que todas as áreas da vida da pessoa, podendo trazer sérios danos a sua saúde a médio e longo prazo.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em Porto Alegre!

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